EMMY 2010

agosto 29, 2010

No esquenta para o Emmy 2010! Cobertura,  ao vivo,  por aqui!

IT’S NOT TV. IT’S HBO.

agosto 29, 2010

Que a HBO é a vanguarda da TV americana (arriscaria até dizer mundial), isso ninguém dúvida.  Six Feet UnderThe SopranosSex and the City, Rome, Big  LoveMad Men e True Blood são séries bem diferentes entre si, mas todas têm a cara da HBO,  o canal que, justamente, pelo fato de ser fechado se dá ao luxo de tentar “inventar a roda”   a  cada nova produção.

Na última quinta-feira, 26, o produtor e diretor Alan  Poul, que tem no currículo algumas das séries citadas acima,  falou – durante uma palestra aqui no Brasil – sobre como funciona a lógica da HBO, que por estar baseada no assinante, e não no anunciante, pode  inovar mais do  que as  redes abertas.  Para quem curte TV  americana e tudo sobre o universo das séries, vale a pena  clicar aqui e descobrir, por exemplo, como a primeira temporada de Rome custou a bagatela de 100 milhões de dólares!


“DONA IZZIE E SEUS DOIS MARIDOS”

abril 13, 2009

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Antes de mais nada, quero dizer que Denny Duquette é certamente um dos personagens mais marcantes de Grey’s Anatomy e que deixou muitas saudades.

Dito isso, tenho que manifestar que estou constrangida (sim, a palavra é exatamente essa) com a volta do personagem ao Seattle Grace. Para quem não sabe, ele agora é um fantasma/encosto bonitão que fica no pé da Izzie para tirar o atraso. Para completar, Izzie está namorando Karev novamente e fica na dúvida se encara a realidade ao lado do médico e finalmente segue em frente ou se dedica a horas e horas de sexo com o, literalmente, falecido.

E assim, quase que numa homenagem hollywoodiana e tosca a Jorge Amado, Denny Duquette vira piada. Já não consigo assistir ao trio Denny/Izzie/Karev sem lembrar de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e com o agravante: Denny anda vestido.

Depois de muito pensar, acho que só pode ser uma vingança da Shonda Rhimes, criadora e roteirista da série, contra a Katherine Heigl (a intérprete da Izzie), uma vez que ela reclamou que não tinha recebido um bom material para interpretar e por isso não deveria concorrer ao Emmy.  Shonda não pensou duas vezes e sapecou o presente de grego.

Ou então, agora falando sério, Shonda não sabe mais escrever para a Izzie e está apelando ao ponto alto da personagem para tentar inutilmente reverter a situação. Fato é que desde que Denny morreu, Izzie se perdeu feio. Agora ela é uma louca (ou uma médium e aí estaria na série errada) que transa com o ex-namorado morto. Creio que a volta da “médica que se preocupa” e uma relação madura com Alex Karev poderiam ser um caminho mais honesto. E não esse devaneio que a personagem virou.

Sendo assim, Katherine Heigl vai poder encher a boca e reclamar, mais uma vez, coberta de razão.

Ana Carolina Reis

A DESCOBERTA, A CERTEZA E A DÚVIDA

abril 13, 2009

Como diz o ditado “antes tarde do que nunca”. Recuperando o tempo perdido, aqui vão algumas palavras sobre o que assisti nesses últimos meses. Começo com a trilogia: a descoberta, a certeza e a dúvida.

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A Descoberta

True Blood é uma série muito estranha. Confesso que sempre fico confusa quando me perguntam se é boa ou não, aí vou com a minha intuição e digo: “Eu gosto. E muito!”.

A série dos vampiros que começam a sair do armário é mais um produto com a cara da HBO e vicia de cara. Uma série surreal pelo conjunto da obra e conta com dois destaques:

Abertura: Sinistra que só é embalada pelo blues de Jace Everett, “Bad Things”, e fica na cabeça. Traduz muito bem o clima soturno da série e gruda na cabeça. Se quiser conferir está no vídeo acima.

Lafayette: Sem dúvida é o melhor personagem da série e muito provavelmente o mais interessante da nova safra de séries de TV. Com carisma e humor ímpares, é o travesti mais macho que eu já vi. Sem a nossa Vera Verão da Louisiana, True Blood perderia metade da graça. Que ele volte na segunda, ainda mais como vampiro…

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A Certeza

Um é pouco, dois é bom e Dexter é demais! No melhor sentido da palavra. Como superar uma segunda temporada inesquecível? Só mesmo com uma temporada muito maluca. O risco foi grande porque, convenhamos, Miguel Prado não foi lá uma das melhores apostas que já passaram por Dexter, ainda mais se comparado com a stocker/assassina Lila, do segundo ano. Mas o personagem Dexter é tão bem construído e o ator Michael C. Hall é tão bom que uma temporada focada na jornada pessoal do serial killer a caminho de se tornar marido e pai foi suficiente pra se manter no olimpo das séries de TV que valem a pena.

Aliás, Michael C. Hall é um show à parte. Numa série narrada em primeira pessoa, onde a parte mais interessante do roteiro é dita em off (como se ouvíssemos seus pensamentos), Michael transmite muito só com o olhar ou com seu sorriso sarcástico. Ele arrebenta.

Uma pulga que vive atrás da minha orelha: será que um dia descobriremos que essas narrações de Dexter desfiando seu passado de mortes e mostrando  o que se passa na cabeça e no coração (por que não?) de um assassino são na verdade um grande flashback feito no corredor da morte? Seria interessante, mas como fã já não consigo não torcer para que ele tenha um final feliz.

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A Dúvida

Quando sua série favorita ganha esse status na sua vida, isso não pode ser uma coisa boa. Depois de uma monografia e de cinco anos acompanhando Lost, acho que essa reflexão merece um post exclusivo para chamar de seu.

Por Ana Carolina Reis

E tudo passou em branco…

abril 12, 2009

Parece um tanto dramático e é mesmo. Sete meses! Esse foi o tempo que deixei de vir aqui para deixar meus modestos comentários.

Depois dessa longa abstinência, uma breve lembrança do que passou e ficou em branco. “Serieously“!

Jennifer Aniston’s Lonely Heart Club Band

setembro 9, 2008

Bem… Este é um espaço dedicado somente aos seriados, mas… Venho sendo acusada, diga-se de passagem, injustamente (pessoalmente, por telefone, e-mail, MSN e afins), de odiar a Jennifer Aniston. PELA MILÉSIMA VEZ: NÃO ODEIO A JENNIFER ANISTON!

Mas também, não é porque ela e John terminaram que eu vou dizer que ela é uma boa atriz e repito: Não é!

Como fã devota de “Friends”, eu sempre torci pelo casal Rachel e Ross e não imagino outra pessoa dando vida à personagem. Ela foi uma boa Rachel e ponto final. Isso já é uma honra.

Não tenho nada contra a pessoa Jennifer Aniston. Pelo contrário, gosto dela. Juro por todos os meus cds e dvds do John Mayer que realmente entendo e fico comovida com o fato dela nunca ter superado o Brad Pitt, porque sempre existe um “empaca a fila”. Não importa se ele é o Brad Pitt ou o Thom Yorke; se foi você quem deu o pé na bunda ou tomou, se foi um casamento longo ou um relacionamento de um mês… Tem sempre uma pessoa que f*** com a sua vida. Alguém que, infelizmente e inexplicavelmente, você não consegue deixar pra lá. Não me pergunte o porquê.

Eles já se separaram há três anos, ele “casou” com uma das mulheres mais cobiçadas do mundo e já tem quase um time de futebol em casa, enquanto a Jennifer Aniston chegou a ameaçar casamento com um cara horroroso e ainda tem estômago para mandar presentinho quando a família Jolie-Pitt aumenta. Só que, ele parece feliz da vida sempre e daí nem o John Mayer foi suficiente para acalmar a dor-de-cotovelo dela. Se bobiar, todo dia ela assiste “Lendas da Paixão” e chora, claro!

Não sei se é uma frase de domínio público, mas uma amiga minha diz que todo mundo tem um ex “McDonald”:

“A gente sabe que faz mal, mas sente vontade de passar lá”.

No caso da Jen (olha a intimidade!), esse alguém é o Brad Pitt. Aposto que ela luta todos os dias contra a vontade de acabar com a raça da Angelina Jolie; que quando ela abusa na bebida, a Courteney Cox tem que esconder o celular dela para evitar ligações vergonhosas; e que quando ela vê ou ouve o dito cujo treme nas bases. E mesmo assim, de vez em quando, ela sente uma vontade incontrolável de ligar pra dar ou saber notícias dele. Mesmo que sofra o cão depois. Quando eu li isso aqui, imaginei: “Haja lenço de papel”!

Pensando no caso da Jen, cheguei à conclusão que os “empaca a fila” das séries são muitos. De Carrie (“Sex and the City”) a Ally (“Ally McBeal”), passando por Marissa (“The O.C.”) e Meredith (“Grey’s Anatomy”), toda mulher que se preze (seja personagem ou de carne e osso) têm um no currículo para chamar de seu, ou pior, de outra…

Ana Carolina Reis

“House’s Heart”

agosto 5, 2008

Não, isto não é um erro e você não leu errado! O último episódio da quarta temporada de “House” se chama “Wilson’s Heart” (“O Coração do Wilson”), mas na minha opinião está mais para “House’s Heart” (“O Coração do House”) do que para qualquer outro nome. Simplesmente, porque esse episódio consegue mostrar que o personagem tem coração sim e ele, definitivamente, não é de pedra como costumávamos acreditar.

Uma humanização fantástica para um personagem não menos fantástico é o ponto alto do final do quarto ano. Arrogante, politicamente incorreto, misantropo, viciado e dono de características antes não comuns nos médicos boa gente dos seriados de TV, o Dr. House mudou de certa forma o olhar maniqueísta que tínhamos sobre nossos personagens favoritos. Alguém pode até dizer que é comum nos apaixonarmos pelos vilões, que são muito mais ricos do que os heróis, mas não consigo concordar que Gregory House seja um anti-herói. Ele é humano.

Muitas pessoas adotam uma postura mais, digamos, casca grossa em relação a vida como uma forma de se defender seja lá do que for… Não digo que ele seja um inocente, mas por trás daquele profissional excessivamente brilhante existe um homem tão frágil quanto qualquer outro paciente e isso não é difícil de perceber, um homem tão torto quanto sua deficiência física.

Em “Wilson’s and House’s Heart” (assim fica mais justo), três frases são suficientes para vermos nitidamente o ser humano por trás do implacável doutor – os 3 motivos que House dá a Amber no ônibus do Além para que ele deva estar morto no lugar dela:

I don’t want to be in pain. ( Eu não quero sentir dor.)

I don’t want to be miserable. (Eu não quero ser miserável.)

I don’t want him to hate me. ( Eu não quero que ele me odeie.)

Até os, aparentemente, mais imbatíveis sofrem, temem e amam. Quer algo mais humano que isso?

E para não ser injusta, não posso esquecer de abrir parênteses sobre o penúltimo episódio, “House’s Head”. Que loucura, hein? Um episódio com uma vibe de filme do Christopher Nolan. Aliás, senti um ar de “Amnésia” pairando. Um luxo.

Voltando ao fim de temporada, é claro que tiveram outras coisas fortes como a própria morte da Amber, a 13 descobrindo que tem uma doença degenerativa e tal…Mas apesar dos casos que fundem a nossa cabeça e nos deixam grudados até os 45 min do segundo tempo, não tem como não fazer do dono da série o centro das atenções. Digo dono da série, não porque o programa se chama “House”, mas sim porque a cada episódio Hugh Laurie faz por merecer esse título. Enfim… o que eu posso dizer, House me fascina!


Ana Carolina Reis

MEU ÚLTIMO POST SOBRE ELE E PONTO FINAL.

junho 22, 2008

1 DE AGOSTO – Prometi aos amigos que vou parar com essa palhaçada de John Mayer e vou voltar a escrever sobre séries! Mas antes…

Não querendo ser estraga prazer, mas já sendo… tenho que dizer que a Jennifer Aniston vai cair do cavalo qualquer dia desses. Depois de passar o pão que a Angelina amassou ela ainda vai me acreditar num homem que diz que ela é “a mulher da vida dele”, “a mulher perfeita pra ele” depois de 3 meses de namoro! Garoteou Rachel… É tudo mentira. Sempre.

Essa é a frase mais canastrona que os homens falam na vida só pra encantar suas pretendentes e pena que as mulheres só descobrem isso depois, claro!

Enfim, isso tudo é para provar que eu não tenho implicância nenhuma com a Jennifer Aniston, só não acho que ela seja boa atriz e provavelmente eu cairia fácil fácil na lábia do John também, só não faria planos de casar e ter filhos assim tão no calor do momento. Apesar de que, sinceramente, eu o prefiro cantando.

Aliás, o que mais me dói é quando falam “Ah o John Mayer, o namorado da Rachel de ‘Friends’?”. Absurdo, o cara é um excelente cantor/músico/compositor e fica conhecido como o namorado da ex do Brad Pitt? Ele merece um pouco mais que isso (em todos os sentidos), faça-me o favor!

Desabafo feito, não volto mais no assunto. E que o Maniston (Mayer+ Aniston) seja eterno enquanto dure toda “Paixão de Ocasião”

Daqui pra frente só séries, prometo.


Por Ana Carolina Reis

I LOVE KEVIN WALKER

maio 26, 2008

kevin walker

Confesso que ultimamente quem tem dado um colorido especial a minha semana é a família Walker de Brothers & Sisters. Tudo bem que a série é previsível e tem lá seus clichês, mas como é aconchegante e altamente “gostável”! Aliás, personagens carismáticos e bem construídos são a alma do negócio e fazem a diferença. Sempre.

Tudo encanta: a casa maravilhosa, os aniversários, as conversas pelo viva voz, os segredos que nunca são guardados, o vinho rolando solto, a mãezona Nora Walker, o senador “Rob Lowe” (político honesto/bom marido/gente boa)… E o meu favorito: Kevin Walker!

Brothers & Sisters é conhecida como a série da eterna Ally McBeal Calista Flockhart, mas quem brilha mesmo é o ator galês Matthew “Kevin Walker” Rhys. É impressionante como o personagem cresceu no decorrer das duas temporadas (a segunda temporada terminou dia 11 de maio nos EUA) e virou o dono da série, deixando a veterana Calista bem apagadinha.

Kevin é o irmão homossexual da família, mas Matthew consegue fugir muito bem dos gays estereotipados da TV. Ele vai da comédia ao drama sem exageros, interage harmoniosamente com o elenco todo e torna Kevin um personagem irresistível. É praticamente impossível não torcer por ele ou não se identificar com algumas de suas características.

Particularmente falando, acho que o penúltimo episódio da segunda temporada “Moral Hazard” foi “O episódio” de Kevin Walker com direito a um dos discursos mais emocionantes e plausíveis que já vi em um seriado.

Para quem nunca viu Brothers & Sisters, recomendo: assista! A primeira temporada está sendo reprisada pelo Universal Channel (sáb: 15h e dom: 20h), mas dá pra achar tudo fácil fácil na Internet também. Só devo alertar que uma vez em contato com os Walker fica difícil não se viciar e querer ser adotado por eles.

Por Ana Carolina Reis

Pede pra voltar!

maio 5, 2008

Até que enfim Grey’s Anatomy entrou nos eixos! Passado o susto dos primeiros episódios desta quarta temporada, Shonda Rhimes tratou de botar ordem na casa e os bons episódios Crash Into Me: Part 1 e Crash Into Me: Part 2 mostraram que o Seattle Grace não era um caso perdido.

Com Izzie e George devidamente separados (melhor pensar que foi tudo apenas um pesadelo), Miranda Bailey no comando e as novas personagens encontrando seu espaço, a série voltou a valer a pena. Mas foi no episódio Piece of My Heart que Grey’s voltou a boa e velha forma.

Em Piece of my heart, a Dra. Addison está de volta para participar de uma cirurgia importante no hospital e aproveita para acompanhar todas as novidades que aconteceram por lá. Não sei se foi a vibe de “relembrando os velhos tempos” mas fiquei com a sensação de que Kate Walsh faz falta ao seriado. Muita falta!

A química dela com o elenco é inegável, até a Izzie que estava tão chatinha voltou a ganhar um brilho ao aceitar sua condição de “médica que se importa”. Karev um canalha com coração, Cristina tentado conversar com as pessoas e Meredith e Derek sendo… Meredith e Derek com direito a elevador lotado e tudo. Vou parar por aqui para não estragar a surpresa de quem ainda não viu.

Ponto para Shonda Rhimes. Agora é esperar pra ver se o ritmo continua… E a pergunta que não quer calar: Por que Kate Walsh trocou Grey’s Anatomy por Private Practice?



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